TEORIA DO BIG BANG

Em meados do século XX a teoria do big bang (“grande explosão”) tornou-se a mais corrente explicação da evolução do universo desde suas origens.
Segundo essa teoria, o universo surgiu, há pelo menos dez bilhões de anos, a partir de um estado inicial de temperatura e densidade altamente elevadas. Embora essa explicação tenha sido proposta na década de 1920, por Alexander Friedmann e Abbé Georges Lemaître, sua versão atual é da década de 1940 e deve-se sobretudo ao grupo de George Gamow.
Segundo Gamow, o universo expandiu-se rapidamente a partir de um estado inicial de alta compressão, o que teve como resultado uma significativa redução de densidade e temperatura. Logo depois, a matéria passou a predominar sobre a antimatéria. Depois de alguns segundos, com a possível presença de alguns tipos de partículas elementares, o universo teria se resfriado o suficiente para surgirem núcleos de hélio, lítio e hidrogênio. Cerca de um milhão de anos mais tarde formaram-se os primeiros átomos. A radiação que também preenchia o universo pôde então expandir-se pelo espaço. A radiação de fundo, em forma de microondas, detectada em 1965 por Arno A. Penzias e Robert W. Wilson é um resquício do primitivo universo. Em 1992, o satélite COBE descobriu flutuações na radiação de fundo, que explicariam a formação das galáxias logo após a grande explosão.
A teoria do big bang baseia-se em dois pressupostos: (1) a teoria da relatividade geral de Einstein explica corretamente a interação gravitacional da matéria; (2) o chamado princípio cosmológico, segundo o qual a visão do universo independe da direção para a qual se olhe ou da localização do observador. Esse princípio tem outra implicação: a de que o universo não tem limites, de modo que a grande explosão ocorreu não num determinado ponto no espaço, mas sim em todo o espaço ao mesmo tempo.

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